Em seu coração arderá
Porém, talvez essa procrastinação tenha feito bem a mim e ao jogo. Quando me disponho a jogar alguma coisa no Xbox 360 não tenho um olhar tão crítico em relação a jogabilidade, gosto de aproveitar mais a história do que as mecânicas em si. Hoje posso dizer que Dragon Age Inquisition tem sido uma ótima experiência.
COMO NASCE UMA INQUISIÇÃO
Como eu disse anteriormente, em uma publicação que parece ter sido publicada anos atrás, o continente de Thedas é atacado por criaturas que surgem de uma “brecha” no céu. No primeiro ataque, onde só vemos cutscenes, a Divina Justina V, a porta voz dos discípulos de Chantria, é assassinada por essas criaturas, sendo você (jogador) o único sobrevivente da batalha. O contato com o “imaterial” (energia emanada pela “brecha”) nos concede um poder único, que pode ser usado para fechar as fendas que aparecem pelo continente e também para derrotar alguns inimigos com mais facilidade, mas também provoca desconfiança naqueles que eram fiéis a porta voz falecida.
A morte da Divina, reconhecida por muitos como Andraste, provoca uma guerra civil entre Magos e Templários e cabe a nós, como Arauto de Andraste, comandar uma nova inquisição e trazer a paz ao Thedas.
LOGO NO INÍCIO, UMA DAS MELHORES MISSÕES DO JOGO
O título dessa publicação faz referência a uma das melhores missões que vi no jogo. “Em seu coração arderá” é como o final de uma temporada na história do jogo. Como o fechamento do prólogo de um livro. Nele, além de trabalharmos muitas das mecânicas que serão necessárias no decorrer da aventura, vemos o verdadeiro antagonista de nossas vidas em Thedas, o vilão Corypheus.
Corypheus é um mago Tevinter, aqueles que apreciam a supremacia da magia e praticam magia de sangue, que quer tornar-se um deus e assim usurpar o trono do Criador. O vilão nos é apresentado em muitas cutscenes nessa missão e se mostra um personagem muito bem construído.
O que me impressiona logo no começo é o Dragão em que Corypheus monta, uma criatura imponente corrompida pelo lírio vermelho que possui ligações com o poder dos dragões antigos, então é bom se preparar, pois será uma batalha formidável.
UMA TRUPE PRONTA PARA A BATALHA
Assim como nos outros jogos da franquia, você conta com a ajuda de companheiros que serão essenciais para as batalhas. Começamos com a guerreira Cassandra, o ladrão Varric e o mago Solas. Além de conseguirmos jogar com qualquer um deles, podemos dar comandos para que usem algum ataque específico ou simplesmente se mantenham parado em algum lugar e, acredite, embora pareça algo simples e desnecessário, essa ação será crucial em alguns momentos.
No decorrer da aventura conseguimos mais companheiros, mas confesso que preferi manter quase o jogo inteiro com o grupo inicial, alternando vez ou outra apenas em casos específicos.
Cada personagem secundário tem a sua história particular e muitos disso vamos aprendendo durante a jornada, em diálogos aleatórios entre eles, que algumas vezes chegam até a ser engraçados, principalmente nos que acontecem entre Cassandra e Verric.
CONCLUSÃO
Se eu for reclamar de algum aspecto negativo só jogo, posso dizer que a única coisa que me incomoda é a disposição do mapa, onde não podemos ir de um lugar para o outro apenas andando, coisa que eu mais gosto de fazer em jogos como Skyrim e Dragon’s Dogma. Mas eu entendo a necessidade e intenção de como essa interatividade acontece, por isso não digo que seja um problema tão relevante.
Finalizando, achei Dragon Age Inquisition um excelente jogo, não acredito que vá voltar a jogar novamente, mas não me arrependo das horas que passei em Thedas, se não o tivesse jogado no Xbox 360, certamente procuraria os dlcs para ver o que mais o jogo tem a oferecer.


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